Grande Natal receberá um Aeroporto - Cidade
Abrindo uma porta para o mundo - São Gonçalo do Amarante terá, dentro de poucos anos, um dos mais modernos aeroportos do mundo. O que a princípio seria um aeroporto intermodal (de carga e passageiros), passou a ser um aeroporto-cidade, contando com área reservada para hotéis e até parque temático. Com a redefinição do modelo, o custo subiu de R$ 150 milhões para mais de R$ 500 milhões. Há três empresas estrangeiras, da Espanha e França, interessadas em investir no aeroporto de São Gonçalo do Amarante por meio da Parceria Público Privada.
Os investimentos a serem feitos tanto na elaboração do projeto quanto para a implantação dos acessos totalizam mais de R$ 30 milhões, e está incluído na contrapartida do Governo do Estado ao empreendimento. Por meios destes acessos, o aeroporto ficará ligado às BRs 406, 304 e 226.
O Governo do Estado, que já fez a desapropriação de terras em torno do aeroporto, está também providenciando as escrituras públicas que devem sair em nome da União para dar início ao processo de licitação com vistas às obras de implantação dos acessos ao novo terminal, que quando concluído será um dos maiores da América Latina. Aeroporto São Gonçalo do Amarante
A inauguração da primeira etapa está prevista para o ano de 2009, o Complexo Aeroportuário da Grande Natal terá, quando totalmente construído, capacidade para um movimento anual de 40 milhões de passageiros a partir de 2020.Concebido para ser um dos mais modernos e maiores aeroportos de todo o mundo, o de São Gonçalo do Amarante tornará o hoje Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, uma área exclusivamente militar, de responsabilidade da Força Aérea Brasileira.
Somente em sua primeira etapa, o futuro aeroporto terá capacidade para receber até dez aeronaves A380, o maior e mais moderno avião de passageiros já concebido. O terminal de cargas terá, também, na primeira etapa, capacidade para quatro aeronaves do mesmo porte. E o número que mais impressiona: quando estiver totalmente instalado o Aeroporto de São Gonçalo terá capacidade para abrigar, em seu pátio, 156 aviões do porte do A380.
A fase atual comportar estudos e definições básicas, como a planta topográfica que levou entre três e quatro meses para ficar pronta. O projeto de drenagem, fundamental numa área que chega a chover até 600 milímetros cúbicos no mês de maio, está em sua fase final. O sítio do aeroporto terá uma área de 370 mil metros quadrados destinada à acumulação de águas pluviais. Outros 300 mil metros quadrados farão parte da área de preservação.
A configuração do terminal já está pronta. Falta ser consolidado apenas o plano diretor que será submetido ao Departamento de Aviação Civil (DAC). A estação de passageiros ainda não foi licitada. O projeto ainda não está pronto. A primeira etapa, a ser inaugurada em 2009, terá o terminal de carga, pátio, pista de pouso e decolagem, com 3 mil metros de extensão por 45 metros de largura, além do acesso.
O Governo do Estado já concluiu a licitação para realização de estudos sobre a montagem do complexo viário que servirá ao aeroporto. A Prefeitura de São Gonçalo terá um papel fundamental: o da elaboração da legislação urbana, fundamental para a preservação do sítio do futuro aeroporto. Somente isto garantirá que o aeroporto não enfrente, no futuro, os mesmos problemas que todos os demais, cercados pela invasão urbana em áreas que deveriam ser de preservação.
Conselho Metropolitano
O cronograma da construção do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante e as modificações na infra-estrutura viária que precisarão ser feitas para comportar o grande tráfego a ser gerado com a instalação da obra são as duas maiores preocupações do Conselho Metropolitano de Natal. Durante a sua 6ª reunião em dezembro de 2005, que teve como tema "IMPACTOS DO AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE NA REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL"; o Secretário Wagner Araújo, representantes da bancada Federal, técnicos da Infraero e os prefeitos da grande Natal.
Segundo Wágner, de nada adianta uma obra ficar pronta sem a outra. Ele disse que o Estado e os municípios estão fazendo a sua parte. Contratada após vencer licitação, uma empresa está cuidando dos projetos executivo e ambiental e deve apresentar duas a três propostas para os acessos. As vias ligando o aeroporto a Natal, São Gonçalo e Macaíba são uma parte das modificações viárias que precisarão ser feitas para suportar os impactos no trânsito. "Toda essa estrutura precisará estar funcionando, senão vamos ter problemas de estrangulamento. Isso porque com o aeroporto de São Gonçalo a entrada de Natal será a Zona Norte", disse o presidente do Conselho Metropolitano de Natal.
O Secretário também afirmou que o Governo do Estado entrará com a maior parte dos recursos, cabendo aos municípios a menor parte. Os acessos devem consumir do Governo em torno de R$ 30 milhões. Parte dos recursos faz parte do Plano Plurianual (PPA), enquanto o restante (R$ 20 milhões), é do Orçamento Geral da União (OGU). "Esses recursos foram conseguidos pela bancada parlamentar do RN na Câmara Federal", informou Wágner Araújo.
O que foi investido até agora
Até o momento, a Infaero investiu cerca de R$ 35 milhões, o superintendente regional da Infraero, Manoel Henrique Cardoso Bandeira, e o gerente de obras da empresa aeroportuária, Ibernon Martins Gomes, anunciaram que até dezembro de 2006 serão aplicados mais R$ 100 milhões na obra. Eles asseguraram que o cronograma está dentro do prazo anunciado - o ano de 2010. "O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ficou sem receber recursos da Infraero e nós nunca ficamos. É importante dizer isso porque há muita especulação em torno do andamento das obras. Nós temos um planejamento seqüencial e estamos seguindo", disse Ibernon Martins.
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Ponte de Todos - Newton Navarro - Natal/RN
A Ponte de Todos - Newton Navarro, é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Norte. Orçada inicialmente em R$ 137.376.986,15, a Ponte de Todos - Newton Navarro (conhecida também como Ponte Forte-Redinha) está sendo executada pelo consórcio Queiroz Galvão/Construbase. A Queiroz Galvão já realizou pelo menos uma importante obra na capital potiguar: foi responsável pela duplicação da Ponte de Igapó, entre 1988 e 1990. Cerca de 1.000 empregos diretos foram gerados desde o início da realização da obra.
A nova ponte, quando inaugurada, vai possibilitar inúmeras oportunidades de empreendimentos para a Zona Norte da capital potiguar e para os municípios do litoral Norte que têm grande potencial turístico.
A Ponte Forte-Redinha (Newton Navarro) é a maior obra estruturante que um governo estadual já realizou na capital do Rio Grande do Norte. Ponte Newton Navarro - Ponte Forte-Redinha
Com uma extensão de 1.501,80 metros de comprimento, a nova ponte terá duas faixas duplas de tráfego, cada uma com 3,50 metros de largura, e irá ligar a Zona Norte ao bairro de Santo Reis. Atualmente a ligação entre essas regiões é realizada por meio de uma balsa. A ponte terá também duas faixas de segurança de meio metro de largura e passeios para pedestres e ciclistas. São 26 vãos, 13 em cada margem do rio. No trecho central, o pilar principal contará com 53 metros para permitir a passagem de navios de grande calado.
Alguns dados sobre a obra
• Valor inicial estimado: R$ 137.376.986,15
• Prazo inicial de execução: 18 meses
• Extensão: 1.501,80 metros de comprimento, sendo 448,00 metros referentes a uma ponte estaiada e os demais 1053,80 divididos em 26 vãos convencionais.
• Trecho estaiado: plataforma de 22,00m, abrigando em cada sentido duas faixas de tráfego com 3,50 metros, duas faixas de segurança de meio metro e passeio de pedestre de 1,95 metros de largura.
• Trecho convencional: plataforma de 21 metros de largura, abrigando em cada sentido de tráfego duas faixas de 3,50 metros, duas faixas de segurança de meio metro e passeio de pedestre de 1,73 metros de largura.
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Acessos para a Ponte Newton Navarro
A ponte Newton Navarro (Ponte de Todos ou ainda Forte Redinha) construída pelo consórcio Queiroz Galvão/Construbase tem 1,78 quilômetros de extensão e 21 metros de largura, e acesso sul pela avenida Presidente Café Filho, próximo ao histórico Forte dos Reis Magos, e acesso norte pela avenida João Medeiros, na praia da Redinha. A edificação é do tipo estaiado, com estrutura suportada por estais (cabos de aço).
Acessos Ponte Forte Redinha - Newton Navarro
Seu projeto foi concebido com dois viadutos de acesso, e o vão central terá altura suficiente para permitir a entrada de navios para o Porto de Natal. A plataforma terá duas faixas de tráfego, duas faixas de segurança e uma faixa de pedestre em cada sentido.
Acesso para a ponte a partir do Forte
Giradouro Redinha - O sistema do girador terá um cruzamento para dar acesso aos carros vindos da Redinha para Santos Reis e também no sentido contrário e será semelhante ao das proximidades do Machadão, porém maior, para que a velocidade dos veículos possa ser maior.
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Marina em Natal no Rio Potengi
Uma Marina será construída em Natal numa área cedida pelo município, em regime de concessão, localizada à margem esquerda do rio Potengi, ao lado da Fortaleza dos Reis Magos.
Uma Marina moderna, construída nos padrões internacionais pela posição geográfica de proximidade com o continente europeu, mostra um grande potencial fluvial.
O projeto é do grupo espanhol BCM Ingenieros S.L. com um investimento de R$ 90 milhões (= a 30 milhão euros), sendo R$ 45 milhões (15 milhão euros) em um primeiro estágio.
Marina em Natal no Rio Potengi
O prazo de construção é de dois anos - a marina terá 400 pontos de atraque e cais de honra para grandes iates. Em terra, o projeto prevê a construção de parque público, jardim botânico, zona de estaleiro, torre de controle, posto policial de aduana e área comercial com restaurantes e lojas de artesanato. Toda essa estrutura será aberta ao público. O grupo espanhol ficará obrigado também a construir um parque de preservação ambiental na área ocupada.
Marina em Natal no Rio Potengi
O projeto de construção da Marina já foi oficializado com a assinatura de um protocolo de intenções entre o grupo e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.
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Duplicação da BR 101
O projeto de duplicação da BR-101, corredor Nordeste, compreende o trecho de Natal (RN) a Palmares (PE), totalizando 336 quilômetros de extensão, com investimento de R$ 1,5 bilhão. Com o PAC, o trecho foi ampliado até Feira de Santana, na Bahia. O trecho visitado por Lula será o KM-111, entre Parnamirim e São José de Mipibu. O projeto também inclui construção de passarelas, pontes e viadutos como o que está sendo erguido ao lado do viaduto de Ponta Negra. “A BR-304 é outra importante via de transporte de cargas que não pode ficar de fora deste programa, por ser uma obra de infra-estrutura fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e do Nordeste.
Dos mais de R$ 503 bilhões de investimentos previstos pelo governo federal para os próximos quatro anos, 16% serão aplicados na região Nordeste. Entre as obras que contemplam o Rio Grande do Norte estão a construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a duplicação da BR-101, a ampliação do terminal salineiro de Areia Branca, a construção do sistema adutor do Alto Oeste e a implantação de usinas termelétricas. O PAC inclui investimentos públicos e privados, incluindo construção e recuperação de estradas e ferrovias, construção, ampliação e melhorias de portos e aeroportos, construção de gasodutos, usinas de produção biodiesel e etanol, construção de casas e obras de saneamento básico.
Começa a duplicação de outro trecho da BR-101
Mais um trecho da BR-101, na altura do município de Arês até a divisa com o estado da Paraíba, será duplicado. A ordem de serviço para o início imediato da obra foi assinada ontem (24) pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em sua visita ao Estado. A duplicação da BR-101 foi pauta de inúmeras reivindicações da governadora Wilma de Faria às autoridades federais.
“A duplicação da BR-101 é um projeto muito importante para o desenvolvimento do nosso Estado. Lutamos muito para que a obra tivesse início por aqui. Tanto, que fomos o primeiro Estado a concluir o projeto”, declarou a governadora Wilma de Faria.
A duplicação da rodovia foi assunto de sucessivas gestões feitas pela governadora junto aos ministros Dilma Roussef, chefe da Casa Civil do governo Lula, Alfredo Nascimento, quando este respondia pelo Ministério dos Transportes, e ao próprio presidente Lula.
No início deste ano, quando Lula esteve em Natal para visitar a obras de recuperação e duplicação da BR, Wilma de Faria cobrou agilidade na liberação dos recursos para a execução das obras no trecho Arês-divisa com a Paraíba, que faz parte do segundo lote da BR-101.
São 35 quilômetros que demandarão investimentos da ordem de R$ 177 milhões. Do total dos recursos, R$ 42 milhões já estão empenhados para estes dois últimos meses de 2006 até a votação do orçamento de 2007, segundo informou o ministro. A duplicação da rodovia inclui também passarelas, pontes e viadutos.
‘‘O governo federal tem consciência da importância desta obra para o desenvolvimento turístico e econômico do Nordeste e do Rio Grande do Norte. Não vamos só duplicar a rodovia, iremos também incluir todos os equipamentos necessários, como passarelas, pontes e viadutos’’, enfatizou o ministro.
Diferente da primeira parte da obra, que está sendo executada pelo Batalhão de Engenharia do Exército, o segundo lote será feito em 23 meses por um consórcio de três empresas vencedoras na licitação - A Constran Construções e Comércio, Galvão Engenharia e Construcap CCPS Engenharia e Comércio -, e custará cerca de R$ 177 milhões.
"Para o governo federal não haverá problema de faltar recursos", garantiu Passos. Ele acrescentou que no orçamento do próximo ano serão assegurados mais R$ 800 milhões só para a BR-101 no Nordeste.
O projeto de duplicação da BR-101, corredor Nordeste, compreende o trecho de Natal (RN) a Palmares (PE), totalizando 336km de extensão, com investimento de R$1,5 bilhão. O DNIT prevê a construção de segunda pista em todo o segmento, mais a restauração da pista existente. "Também serão construídas 44 obras especiais, como pontes, viadutos e passarelas, e as pontes velhas serão alargadas.
Está incluída nesta obra, a ampliação do viaduto de Ponta Negra, com previsão de conclusão para dezembro", disse Narcélio Marques, diretor do DNIT. O primeiro lote da obra de duplicação da BR-101 está sendo executado pelo Exército e deve ficar pronto até 2008. São 42km de extensão, onde já foram investidos R$ 107 milhões.
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Terminal Pesqueiro de Natal - TPP Natal
O Terminal Pesqueiro de Natal será um dos maiores do País e um dos principais pontos de embarque e desembarque da pesca oceânica do Hemisfério Sul. A pesca do atum, uma das espécies de maior potencial na costa da Região Nordeste, será beneficiada diretamente com o financiamento para a construção de novas embarcações. O Rio Grande do Norte é um dos maiores exportadores de atum no Brasil.
Com um valor total previsto de R$ 12 milhões, o TPP-Natal atende a um pleito do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Situado à margem direita do rio Potengi, no bairro da Ribeira, conhecido como bairro dos poetas, o Terminal contará com a infra-estrutura necessária ao incremento do desenvolvimento sustentável do segmento pesqueiro industrial potiguar. Serão 300,0m de cais destinados à recepção, conservação, beneficiamento e distribuição do pescado, bem como apoio ao abastecimento de gelo e combustível às embarcações. Dos recursos previstos, uma emenda da bancada federal no valor de R$ 8.948.800,00 foi descontingenciada, contando ainda com R$ 700.000,00 de investimentos próprios da Seap, para a primeira fase do projeto.
Terminal Pesqueiro de Natal - TPP Natal
O terminal pesqueiro terá 725 metros de cais, 340 metros de comprimento para área de descarga e outros 385 referem-se ao setor de suprimentos. Cortez ressalta o fato do projeto contemplar uma parte do terminal (cem metros de comprimento) para a pesca artesanal e ainda 2 mil metros quadrados onde serão construídos dois mercados destinados à comercialização de peixe. Isso poderia significar o fim, por exemplo, do cenário conhecido como "canto do mangue". Dessa forma, o terminal englobará praticamente todas as fases da pesca oceânica, desde a captura até o beneficiamento.
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Ramal Ferroviário
Com vistas a avançar com o projeto de implantação do Trecho Ferroviário Mossoró-Natal, o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Renato Fernandes, apresentou na tarde de ontem ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Gadelha, a empresa Hidroconsult, especializada em consultoria na área portuária e ferroviária. Com o estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Ramal Ferroviário em mãos, foi discutida a viabilidade da implantação do projeto, orçado em R$ 829 milhões.
Segundo Renato Fernandes, a fase atual é de estudos e busca de parcerias. A intenção é de que a obra seja iniciada em 2007 através de Parcerias Público-Privadas. Os recursos para a elaboração do projeto executivo do novo ramal ferroviário já foram alocados junto ao Ministério dos Transportes e estão dentro do orçamento da Codern para 2007. "A governadora foi a Brasília conversar com Guido Mantega e recebeu do ministro a garantia dos recursos para esse projeto", garantiu Renato Fernandes.
O titular da Sedec, Thiago Gadelha, ressaltou a importância do projeto do Ramal Ferroviário também para atender as necessidades de construção do aeroporto em São Gonçalo do Amarante. "É importante porque é um sistema de logística que integra, principalmente, as commodities. E temos ferro, calcário e sal como produtos que precisam de ferrovias integradas com o porto e o novo aeroporto. Com o Ramal, teremos escoamento de forma integrada por ar, terra e mar. A fruta e o pescado será colhido num dia e consumido no outro dia na Europa, quando o aeroporto for concluído", disse Gadelha.
Além de uma linha para São Gonçalo, as derivações do Ramal contemplam ainda uma linha de ligação entre Ceará-Mirim, Afonso Bezerra, Macau e Guamaré para fomentar o escoamento da produção de sal, gás e petróleo. A linha férrea para Assu-Jucurutu e Mossoró-Areia Branca, visa a produção de minérios. Os cálculos do estudo de viabilidade técnica-econômica mostram que o valor dos investimentos deverá se situar na casa dos US$ 377 milhões, sendo 44% na construção e recuperação das linhas ferroviárias, estimados em US$ 165 milhões. Segundo Fernandes, há possibilidade de interesse de instituições de fomento nacional ou internacional no financiamento de parte do projeto, inclusive com participação da União na componente portos. A conclusão do Ramal Ferroviário é estimada em cinco anos.
RAMAL
O projeto do Novo Ramal Ferroviário contemplará a construção, recuperação ou restauração de 470,2 quilômetros de linhas, além de projetos estruturantes voltados para o desenvolvimento econômico do estado. Consolidado o projeto, o trem irá cortar o Rio Grande do Norte passando pelas principais cadeias produtivas do estado. As ligações ferroviárias irão se limitar ao território potiguar de forma a favorecer o escoamento da produção local pelo porto de Natal, que terá redução no frete dos produtos estimado em mais de 30%. Para Renato Fernandes, a maior facilidade para o transporte dos produtos ao porto e a redução no valor do frete fomentará as exportações do estado e facilitará a implantação de novos empreendimentos e atividades complementares.
"Acredita-se que o porto de Natal vença a concorrência na exportação de alguns produtos, em detrimento aos portos de Pecém (Pernambuco) e Suape (Ceará). Isso tudo sem contar com as novas receitas a serem geradas pelo porto-ilha", estimou o diretor-presidente da Codern. É que está incluída ainda nos R$ 829 milhões, a construção de um terminal graneleiro no canal de Areia Branca para embarque de ferro, cal e calcários destinado à exportação. A obra é necessária para atender a nova demanda que irá surgir após a finalização da obra de construção de dois novos dolfins (bóias de atracação de navios) que irá dobrar a capacidade do porto-ilha, dos atuais 35 mil toneladas para 80 mil. "A ampliação da plataforma e a implementação de um novo descarregador de barcaça atenderá a nova demanda de navios que atracarem poderão levar maior quantidade de sal", explicou Renato Fernandes.
NÚMEROS DO PROJETO
Total de linhas a recuperar - 242 km
Total de linhas a construir - 228,2 km
CUSTO TOTAL ESTIMADO (em R$ milhões)
Construção de 228,2 km de linhas ferroviárias - 229,9
Restauração de 203,1 km de linhas ferroviárias - 59
Recuperação de 38,9 km de linhas da CBTU - 26,9
Construção de porto-ilha em Areia Branca - 264
Intervenções pontuais no porto de Natal - 176
Custos administrativos e de gerenciamento - 33,2
CONSTRUÇÃO DAS LIGAÇÕES FERROVIÁRIAS
Mossoró a Açu, com extensão de 73,8 km
Mossoró a Areia Branca, com extensão de 36,1 km
Açu a Afonso Bezerra, com extensão de 45 km
Guamaré a linha Afonso Bezerra-Macau, com extensão de 28,2 km (intervenção em Macauzinho).
Natal a São Gonçalo do Amarante, com extensão de 9,3 km
Jucurutu a Açu, com extensão de 35,8 km
OUTRAS OBRAS
Recuperação do trecho Ceará-Mirim-Macau com extensão de 203,1 km
Recuperação do trecho da CBTU, com extensão de 38,9 km
Construção de ilha-porto no Canal de Areia Branca para granéis sólidos
Intervenções pontuais no porto de Natal para ampliação de capacidade
BIBLIOGRAFIA Y FOTOS
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